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Notícias › 25/07/2019

Santa Sé: a ajuda humanitária é vital, mas não pode substituir as negociações

A questão entre Israel e a Palestina, a Síria, o Iêmen, o Iraque. Dom Bernardito Auza, observador permanente da Santa Sé junto à ONU abraça toda a área do Oriente Médio durante seu discurso. O debate aberto do Conselho de Segurança era sobre o “Oriente Médio, e a questão palestina”. Dom Auza, volta a invocar o caminho do diálogo para a cultura da tolerância e da “convivência pacífica” podendo assim reduzir os problemas econômicos, sociais, políticos e ambientais que pesam sobre grande parte da humanidade.

Israel-Palestina: é preciso voltar às negociações

A ajuda humanitária continua vital, mas não pode substituir as negociações entre insraelenses e palestinos. Assim inicia a sua reflexão sobre a “perigosa escalada de violência” em Gaza e na Cisjordânia, apresentada pelo Coordenador especial para o Processo de Paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov. Um clima de desconfiança entre as partes que “pode se transformar rapidamente em atos violentos que colocam em risco a vida de palestinos e israelenses inocentes”. Para o representante da ONU, este “debate aberto” deve “levar à ação” e não ficar apenas como um comentário aos obstáculos para “chegar à tão procurada solução dos dois Estados dentro das fronteiras reconhecidas internacionalmente”. Portanto elogia o esforço da comunidade internacional com as doações através da UNWRA, que é a agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina e do Oriente Médio, que garantem a sobrevivência, mas não podem substituir as negociações. Dom Auza espera “encorajar as partes para que voltem à mesa de negociações” em prol de um futuro pacífico lado a lado.

Síria: respeitar direito humanitário

Sobre a Síria, assinala que o risco da “pior crise humanitária permanece elevado”. “Não podemos ignorar os gritos dos que não têm comida, cuidados médicos, ou dos órfãos, das viúvas e dos feridos”, disse Dom Auza recordando a “profunda preocupação” pela situação humanitária na Síria, manifestada pelo Papa Francisco na carta enviada na segunda-feira (22) ao presidente sírio Assad. Uma preocupação que se refere em particular às “dramáticas condições da população civil de Idlib” onde continuam os bombardeios aéreos. O Papa, recorda, renovou o seu apelo pela proteção e o respeito do direito humanitário.

Sobre o Iêmen coerência sobre a venda de armas

Também, causa profunda preocupação a situação humanitária no Iêmen, que está se deteriorando cada vez mais. A população quase não têm mais comida e cuidados médicos. Segundo o Programa Mundial de Alimentos (PAM), 20 milhões de pessoas sofrem de insegurança alimentar causada pela guerra que iniciou em 2014 entre as forças leais ao governo e os rebeldes. Dom Auza reconhece o passo necessário que é a resolução 2481 aprovada em 15 de julho pelas Nações Unidas, que tem como objetivo o reforço do cessar fogo e do acesso aos recursos e aprovisionamentos. Porém ao mesmo tempo espera “coerência” perguntando-se como se pode “lançar apelos eloquentes pela paz no Oriente Médio e engajar-se em ações humanitárias, continuando a permitir a venda de armas para a região”.

Soluções na região do Golfo

Por fim, fala sobre o Iraque que oferece “uma certa esperança ao se encaminhar para a reconciliação e reconstrução” depois dos terríveis crimes perpetrados pelo Estado Islâmico sobre a população e em particular sobre as minorias religiosas e étnicas. Também deseja-se que a comunidade internacional continue e buscar soluções pacíficas às atuais crises na região do Golfo para que não voltem as hostilidades que podem explodir pelos conflitos regionais de poder.

Via Vatican News

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